Olá a todos!
Há tempos cultivávamos a idéia de ter um espaço para compartilharmos nossas experiências profissionais. Tanto eu quanto a Márcia acreditamos que essa troca de experiência é uma forma eficaz de transmitir e adquirir conhecimento. A proposta é conversarmos um pouco sobre os procedimentos e os materias que utilizamos (e gostamos), sobre livros que lemos, sobre cursos que fazemos, sobre os congressos que frequentamos e sobre assuntos e novidades que possam ser de interesse de fonoaudiólogos.
Vou começar puxando a sardinha para a área da audição... Na verdade estou tão satisfeita com a minha última aquisição que não resisti: Trata-se do Duo Training, um software da CTS informática.( Um parênteses importantíssimo: Nem eu nem a Márcia recebemos incentivo de qualquer natureza para falarmos de materiais, procedimentos, programas, objetos, etc. que eventualmente serão mencionados ou descritos aqui).
Voltando ao Duo Training. Trata-se de um software que viabiliza o trabalho com escuta dicótica. O paciente deve verbalizar duas palavras ou frases diferentes, transmitidas individualmente, uma em cada orelha, porém de forma comitante. Ou seja; em uma orelha ele escuta uma coisa e na outra uma outra coisa diferente. E isso é ótimo. Sabe por que? Porque trabalha diretamente com a habilidade de atenção.
A atenção compartilhada (dicótica), juntamente com a atenção seletiva e com a atenção sutentada atuam para que o indivíduo consiga ter e manter a atenção. E, como sabido, a atenção é essencial para todo e qualquer processo de aprendizagem.
Utilizo o Duo Training com pacientes que precisam melhorar a habilidade de atenção; que precisam prestar atenção independentemente de querer fazê-lo. Recentemente eu li uma reportagem no caderno Equilíbrio de Folha de São Paulo, escrita pela Rosely Sayão, apontando a necessidade das crianças de desenvolver o hábito de prestar atenção, mesmo não querendo fazê-lo. Concordo com a autora, mas acrescento que para algumas, desempenhar essa tarefa implica em um esforço extra e não depende apenas de uma mudança comportamental. Nesse sentido, incluir nos programas terapêuticos tarefas que envolvam escuta dicótica podem ser de grande valia.
Fica aqui a dica!
Um abraço e até a próxima,
Fabiola